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Conversa rápida com Tiago Pires
sexta-feira, 11 de maio de 2012 | quiksilver

Foto: ASP/Kirstin

O português Tiago Pires, também conhecido como Saca, está no Brasil pra correr a terceira etapa do Word Tour 2012, que está rolando no Rio de Janeiro. Aproveitamos a oportunidade para bater um papo com ele. O resultado, você vê abaixo:

Quando você vem ao Brasil, onde você costuma pegar onda?

Geralmente, costumo pegar durante os campeonatos de que participo, mas o meu destino favorito no Brasil, e onde tenho mais amizades, é Florianópolis. Gosto de surfar em qualquer lugar, o importante é estar com os amigos e curtir umas ondas.

Você foi o primeiro português a entrar para a elite mundial do surf. Como você vê o cenário do esporte em seu país?

O surf em Portugal está muito bem. Tem uma nova geração forte vindo aí. Tem etapa do WCT e WQS, vários eventos especiais maneiros e há bons patrocinadores de fora da indústria apoiando o surf. Eu penso que estamos na melhor fase dos últimos 30 anos.

Por que você foi apelidado de Saca?

Isso é uma pergunta que eu prefiro não responder, pois é um pouco pessoal!

Você tem facilidade com o português daqui ou ainda passa sufoco?

Tenho facilidade, pois venho para o Brasil direto desde 1999 e tenho muitos amigos aqui. Depois do Hawaii e da Austrália, o Brasil é o país onde passei mais tempo. Já contabilizo mais de 20 viagens ao Brasil, por isso a aprendizagem do “vosso” português foi natural. Acho que é muito pior para os brasileiros entenderem o nosso sotaque, pois vocês também não veem novelas portuguesas.

Portugal frequentemente é palco de ondas grandes. Você prefere a emoção de surfar ondas maiores, ou tamanho não é documento?

Eu adoro surfar ondas grandes, mas para ser sincero, tenho algum medo de me machucar e ter de perder campeonatos por isso. Já surfei de tow in algumas vezes em Portugal e sinto-me confortável, mas penso que ainda não é o momento certo de eu me mandar a 100% nesse projeto. O futuro pode passar por aí.

Qual é a playlist perfeita para ouvir no avião indo para uma trip de sonho?

Alguma que inclua Justice, Radiohead, James Blake, Seu Jorge, Kanye West, Bill Withers, Florence and the Machine e alguns outros mais.

Jeremy Flores em entrevista exclusiva
quinta-feira, 10 de maio de 2012 | quiksilver

Jeremy Flores estreou com vitória na terceira etapa do WCT, que está rolando no Rio de Janeiro. Assim, pulou direto do primeiro para o terceiro round.

Assim que ele saiu da água, conversou com a gente. Confira a entrevista exclusiva com o atleta:

Você ganhou a primeira bateria e está classificado para o terceiro round. Bom para descansar e se preparar melhor para o campeonato?

Sim, com certeza. Eu cheguei ontem aqui no Rio. Então, estava meio cansado na minha bateria. Fico feliz de ganhar esta primeira para passar direto para o terceiro round e poder descansar e testar mais pranchas.

Tem algum lugar especial que você gosta de testar suas pranchas e treinar para os campeonatos?

Não muito. Tem que estar preparado para todo o tipo de onda. É claro que eu prefiro surfar ondas como Tahiti ou Ilhas Reunião, é claro. Mas tem que estar preparado, eu sou competidor, então tenho que surfar em todo o tipo de mar.

Fora do mundo das competições, o que você gosta de fazer?

No meu tempo livre, eu tento não pensar muito em campeonatos, aproveitar o lugar onde estou com meus amigos, fazer de tudo um pouco. Aproveito a cultura dos lugares, a cultura brasileira, que eu gosto muito, surfar vários tipos de ondas diferentes. E aqui vou tentar aproveitar a cidade maravilhosa.

E antes de entrar no mar, que tipo de som você curte ouvir?

Eu gosto de todo tipo de música. Antes das baterias, não gosto de escutar músicas tão sinistras, porque eu fico um pouco nervoso. Então, escuto um reggae, principalmente o reggae da minha ilha, que me faz pensar em casa, na minha família e nos meus amigos e me deixa mais relaxado.